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domingo, 23 de setembro de 2018

CATARSIS: A LIMPEZA DA ALMA


Agnóstico: entre o crente e o ateu

Abstração: tirar alguma coisa de outra; separar para considerar isoladamente uma ou algumas qualidades do “objeto”. Processo mental de/para um exame especial.

Abulia: fraqueza da capacidade de tomar decisão e realizar algo; fraqueza, falta de força de vontade.

Aceitação: atitude mais ou menos conformista do indivíduo que prefere deixar a situação como está, ao invés de fazer alguma coisa para modificá-la. Não se pode dizer que a aceitação seja uma atitude passiva, porque a passividade dá uma idéia de indiferença.

Acesso: fenômeno patológico mais ou menos violento que sobrevem e cessa periodicamente, separado por um período de tranqüilidade denominado intermissão; surge para exteriorizar uma reação que estava latente = agitações.

Atos- sob forma de reflexos, instintos, hábitos...

Afetos- sob forma de emoções, sentimentos, paixões...

Abnegação: capacidade de privar-se de um bem em prol de outrem.

Aberração: todas as formas de comportamento que se afastam dos padrões convencionais/normas estabelecidas.

Agressividade: a existência de uma barreira não contornável que se oponha à realização do objetivo visado pelo indivíduo, criando um estado de tensão, que se acumula gradualmente, levando à cólera e à agressividade.

Anarquia: simples prazer de ser do contra.

ABULIA: ausência de vontade. É um ser involuntarioso

A arte é como efeito a expressão dos estados interiores
Não há pessoa mais rica do que o tímido em estados interiores – o que não se sabe fazer no domínio do mundo real, irá pelo menos tentar na vida artística
A arte consiste essencialmente em substituir um mundo real que nos decepciona, que não nos satisfaz, por um mundo menos verdadeiro, porém mais satisfatório – retira-se da vida real para viver em si mesmo

Boa imaginação: observadores, criativos, inovadores...
Quase todos, senão todos nós já passamos por algum momento semelhante na vida

Catexe – processo de descarga, canalização de energia.

Caráter: temperamento, personalidade, vontade – marca = sinal distintivo.

Compulsão- atos

Conceito: tudo aquilo que o intelecto, a partir de imagens fornecidas pelos sentidos, concebe do real/imagem mental.

Comoção: perturbação, abalo violento, revolta, ou choque dele resultante.

Caráter: temperamento, personalidade, vontade – marca = sinal distintivo.

Composição – produção literária

DILETANTE: amador das artes

Disforia; contrário da euforia- inquietação, mal estar repentino.

Depressão: estado mental mórbido, que se caracteriza por lassidão, desânimo, fadiga e frequentemente é acompanhado por ansiedade mais ou menos acentuada; é considerada a forma mínima de melancolia, sendo caracterizada por sentimentos de tristeza, desalento, solidão e isolamento. Muitas vezes a depressão se encontra disfarçada por outros males, como a sonolência, anorexia, insônia, perda de peso, mal estar geral, irritabilidade e outras diversas enfermidades físicas + o indivíduo se mostra muito pouco comunicativo e com um aspecto bastante melancólico, pensa que a vida é triste e não apresenta motivações. Quando fala, suas palavras demonstram aflição, desespero, ausência de prazer pela vida, carência de auto-estimação. São comuns os sentimentos de fracasso  e desprezo.

Estereótipo: forma de pensar sobre determinado indivíduo ou coisa, influenciado pelo contexto amplo em que esse indivíduo ou coisa são percebidos = formação do juízo.

Expressionismo: deforma ou exagera a realidade a fim de exibir sentimentos e percepções do artista.

Ególatra = egoísta – adorador de si mesmo

Frustração: incapacidade de vencer um determinado obstáculo – não realizar o objetivo a que se propôs. O grau varia de acordo com a segurança do indivíduo + atração exercida pelo objetivo.

Fleuma: frieza de ânimo, impassibilidade.

Hábito: disposição adquirida para produzir os mesmos atos com crescente facilidade; forma motora da memória que se manifesta nas atividades, facilitadas por sua repetição cada vez mais automática e precisa. Pode-se fazer sem pensar ou refletir a respeito.

HIPERESTESIA: sensibilidade excessiva e dolorosa

Hedonismo – o máximo de prazer, o mínimo de dor

História – narração crítica dos fatos da humanidade

Literatura – conjunto das composições de uma língua

Literatura de ficção – o romance e o conto

Literatura oral – expressão imprópria proposta por Raul Sébllot, em 1881, para designar a transmissão de contos, lendas, orações, cantos e, quaisquer manifestações culturais não gráficas.

Libido: prazer ou impulso de agressão.

Misantropia: aversão á convivência social. Tendência mórbida, quase sempre acompanhada de atitude de resistência, tensão e ressentimento. É um complexo que o indivíduo adquire em função da consciência que faz de si mesmo, subestimando-se + ideia penosa e hostil da própria inferioridade + timidez + incapacidade + defeitos + prostração.

Mentira: alteração da verdade.

Melancólico – vive a experiência da morte, às vezes desejada e terrível

“NÃO HÁ ENCANTO NA PESSOA QUE NÃO TEM DOMÍNIO SUFICIENTE DE SI PRÓPRIA
PARA ASSEGURAR A NATURALIDADE DE SEUS MOVIMENTOS”

“NÃO HÁ ENCANTO NA PESSOA QUE NÃO TEM DOMÍNIO SUFICIENTE DE SI PRÓPRIA
PARA ASSEGURAR A NATURALIDADE DE SEUS MOVIMENTOS”

Obsessão- ideias

Personalidade: atributo; produto das disposições naturais, inclinações hereditárias, influências psicológicas, ambiente, educação e da própria vontade e ou reação do indivíduo.

Predisposição: prontidão orgânica para apresentar determinada resposta aos estímulos que recebe.
Projeção: indivíduo que critica nos outros os defeitos que ele mesmo possui.

Sonho: libertação do instinto pelo símbolo.

Soteria: oposto da fobia – neurose caracterizada pela busca da segurança. Está dirigida a objetivos que tranquilizam.

Suicídio – expressão de transtorno instintivo afetivo muito profundo (angústia ou delírio)

Sombra (inconsciente): onde se encontra um conjunto de tendências fracas e muito pouco adaptadas da personalidade. Contem desejos que não podem ser aprovados pelo EU consciente: tendências sexuais e agressividade.

Timidez: deficiência psíquica bastante próxima do complexo de inferioridade. É quase sempre resultado de uma falha na educação, associada a certos fatores agravantes do meio social – as influências hereditárias não exercem grande influência.

Temperamento bilioso: agressivo ou colérico – excesso de bílis amarela.

Temperamento atrabiliário: melancólico – predomínio da bílis negra.

Tendências: 2 tipos- atos e afetos

Temperamento fleumático: predomínio da fleuma.

Temperamento sanguíneo: jovial, alegre – predomínio do sangue no organismo.

3 emoções básicas: medo + cólera + amor.

Tem um desejo marcante de exprimir o inexprimível: perfeito poeta

“DA COR À COR INEXISTENTE”




O Vermelho


Esta cor tem a ver com a sexualidade com a força física e vital que alimenta nosso corpo.
(Áries e Libra): relacionamentos- onde  tudo gira em torno do eu, e do outro.           
No horóscopo , o rubi é a pedra do mês de julho.
Em heráldica é a representação convencional de valentia, magnanimidade, ousadia, alegria, generosidade, honra, vitória, crueldade e cólera.

Faz lembrar a guerra, mas funciona como símbolo de trégua e de paz: está composto na bandeira da cruz vermelha internacional.

No Brasil, entre os indígenas, exerce uma função puramente mística, de profilaxia contra os espíritos maus.
Usado também em cerimônias fúnebres com a mesma função profilática contra a ação maléfica do espírito da morte. Pintam o corpo de vermelho vivo: urucum.
A mística do vermelho trazida para cá com os portugueses que receberam da cultura negra africana e dos mouros: pintar o teto da casas para que assim fossem protegidas.
Valoriza a pele das pessoas morenas de cabelos negros
Devido à sua agressividade, somente é usado quando se pretende dar um toque de violência e ou alarde ao ambiente.
Sendo estimulante e dinâmico por excelência, e largamente utilizado nas decorações festivas e em torneios esportivos.
Em linguagem corrente é chamado de rubro, encarnado.
Sua mais antiga denominação é rubi, devido à semelhança com a pedra de mesmo nome e cor.
Uma das sete cores do espectro solar, sendo por isso denominada como cor fundamental, primitiva ou primária.
Indecomponível: é a mais saturada das cores, decorrente daí sua maior visibilidade em comparação com as demais.
Única cor que não pode ser clareada sem perder suas características essenciais.
Sua aparência mais bela e enérgica é conseguida se aplicada sobre um fundo preto, funcionando como área luminosa.
Sobre fundo branco, torna-se escura e terrosa.
Ao lado do verde, forma a dupla de cores complementares mais vibrante.
Se aplicada em pequenas “doses” sobre o verde dá uma impressão de agitação ou crepitação.
A mais contraditória das cores. O vermelho puro é muitas vezes designado como púrpura.
Não respeita limites: cor transbordante; é quente, agitado, ardente, mas não tem o caráter dissipado do amarelo, que se espalha e se desgasta de todos os lados.
Cor máscula, de uma imensa e irresistível força, efervescente; voltada para si mesma e para qual o exterior não existe: impressão psíquica.
Quanto à realidade objetiva, é exatamente o oposto: intensa capacidade de dissipar a luz que sobre ele incide.
Estados anímicos provocados pelo vermelho: força, ímpeto, energia, alegria, triunfo...
Comparado ao som forte, obstinado, importuno.
Cor do fogo e do sangue: é a cor mais importante para a maioria dos povos; por ser mais intimamente ligada ao princípio da vida.
Suas características contraditórias deram origem à bivalência de imagens inspiradas por elas; surgindo entre os alquimistas a idéia simbólica de 2 vermelhos: noturno (fêmea), que possui um poder de atração, centrípeto, governa a digestão, o amadurecimento, a regeneração do ser ou da obra em elaboração; e diurno (macho), que possui um poder de repulsão, centrífugo, invade os espaços: profano e sagrado; sinônimo de juventude, de saúde, de riqueza e amor.
Cor da ciência, do conhecimento esotérico, interditado aos não iniciados.
Cor de Dionísio (Baco) para os pagãos, e a cor do amor para os cristãos.
Na maioria das lendas européias e asiáticas, o espírito do fogo é sempre representado de vermelho.
Cor de marte, dos guerreiros e conquistadores. Cor distintiva dos generais romanos e da nobreza patrícia, tornando-se a cor dos imperadores.   
Vermelho chamejante: símbolo do amor ardente: da paixão.
No oriente (leste) evoca calor, intensidade, ação, paixão: é a cor dos rajás e das tendências expansivas.
No Japão: símbolo da sinceridade e felicidade.
De acordo com as escolas xintoístas designa o sul, harmonia e prosperidade.
O arroz vermelho: voto de êxito e felicidade em aniversários e outras datas festivas.
Em todos os lugares do mundo significa perigo: sinal de alerta.
Cor da pedra dos anéis de grau dos advogados, por evocar os litígios, às vezes sangrentos.
Esta cor inclui todas as tonalidades e pigmentos de rosa até castanho avermelhado.

O Amarelo       


Na pintura, geralmente assume a função de luz, quando e deseja representar as cores naturais em uma técnica de tons. Na antigüidade, era usado exclusivamente por mulheres em seus véus nupciais.
Desde o Antigo Egito, aparecia nos livros dos mortos, nas decorações de palácios, templos e túmulos, para colorir os corpos femininos, em oposição ao vermelho, empregado para os corpos masculinos. Estava ligado ao disco solar e à imagem de Osíris, sendo freqüentemente encontrado ao lado do azul nas câmaras funerárias para assegurar a sobrevivência da alma, uma vez que o ouro que ele representava era a carne do sol e dos deuses. 
Cor primária muito popular, cor da felicidade e da sabedoria e imaginação. É a cor da intelectualidade e tudo que se refere à mente, melhora a auto-estima e a percepção

O Azul


Favorita pela maioria das pessoas, é a cor em que se pode mergulhar em paz. Quem gosta de azul geralmente é uma pessoa sociável, amiga, leal, afetuosa, confiável, até sentimental, mas nunca “pioneira” na vida, sendo cautelosa nas palavras, nas ações e no modo de agir. Desconfiadas, estranhas. Tem forte sentimento religioso. Pode significar fuga.

O Laranja


Está associado à energia. É a cor da luxúria e do prazer. Atrai pessoas vistosas que dramatizam um pouco. É a cor da juventude, do destemor, da curiosidade, do desassossego. Dá um toque e revigora qualquer sistema monótono.

O Violeta


Estimula o sistema nervoso. É um purificador ideal. Deprime pessoas de mente “retardada” por ter uma vibração muito alta. O efeito do violeta é inspirador. Tem intenso poder eletroquímico. Transmuta, tonifica e regula os nervos para um sereno dia de trabalho.

O Verde


É a cor da harmonia e do equilíbrio. Simboliza esperança, renovação e paz. Geralmente é apreciada por pessoas gentis e sinceras, com espírito comunitário e sociável. Preferem a quietude e a vida em paz no campo. É a cor das pessoas discretas, modestas e pacientes. Muitas vezes, bastante explorada pelos outros. É a cor da saúde, da concentração. A cor que equilibra a maturidade, sensatez; indicada para todos os problemas físicos.

O Marrom


As pessoas que gostam dessa cor são conscienciosas, amantes do dever, dependentes, firmes, conservadora. Embora tenham a mente um pouco lenta, conseguem alcançar seus objetivos. Obstinadas em seus hábitos. Não gostam de mudanças. São às vezes tímidas, mas carinhosas. O marrom tem a característica de firmar a pessoa no “aqui agora”.

O Rosa


Indica afeição, bondade, amor e sutileza. Quem aprecia esta cor raramente é agressiva. São pessoas entusiásticas e responsáveis. Tipo maternais. Deseja proteção, segurança. Indicado para pessoas que não se amam nem são amadas.

O Preto

A cor do mistério. 


ESTILÍSTICA...


Figuras de linguagem, palavra ou grupo de palavras utilizadas para dar ênfase a uma ideia ou sentimento. As mais difundidas, denominadas também tropos, são as seguintes:
ANTICLÍMAX
Série de ideias que abruptamente diminuem em importância e dignidade ao final de um período ou passagem, geralmente para lograr um efeito satírico.
ANTÍTESES
Justaposição de duas palavras, frases, cláusulas ou orações de significado oposto com o fim de enfatizar o contraste de ideias.
APÓSTROFE
Figura pela qual o narrador interrompe o discurso para dirigir-se a uma pessoa ausente ou morta, a um objeto inanimado ou a uma ideia abstrata.
CLÍMAX
Disposição de palavras, cláusulas ou períodos segundo sua ordem de importância ou segundo um critério de graduação ascendente.
COMPARAÇÃO OU SÍMIL  Relação entre duas classes de ideias ou objetos que se estabelece mediante a conjunção comparativa como ou qual e fórmulas afins como tal, semelhante, assim; flexões do verbo parecer, semelhar-se ou figurar; termos que indicam parentesco ou imitação, e aposição.
CONCEITO  Metáfora elaborada, com frequência extravagante, que estabelece uma analogia entre coisas totalmente díspares.
EUFEMISMO  Substituição de um termo ou frase que tem conotações desagradáveis ou indecorosas por outros mais delicados ou inofensivos. Tem também conotações irônicas e serve, em muitos casos, como reforço de moral dúbia e atenuante de preconceitos.
EXCLAMAÇÃO  Expressa uma emoção intensa como o temor, a dor ou a surpresa. Distingue-se pela entonação.
HIPÉRBOLE  Figura que consiste em exagerar os traços de uma pessoa ou coisa, onde está implícita uma comparação ou uma metáfora.
INTERROGAÇÃO RETÓRICA  Uma afirmativa com ênfase na resposta contida na pergunta propriamente dita, ou em outros casos, a ausência ou impossibilidade de resposta.
IRONIA  Figura de dicção onde as palavras parecem transmitir um significado contrário ao sentido literal, entre o humor e o sarcasmo.
LITOTES  Também chamada atenuante, consiste em dizer menos, para dizer mais. O procedimento da diminuição é complemento do aumento próprio da hipérbole.
METÁFORA  Uso de uma palavra ou frase que denota uma ideia ou objeto em lugar de outra com o fim de sugerir um vínculo entre ambas. Elimina todos os nexos e fórmulas da comparação. Também pode explicar-se como uma dupla sinédoque.
METONÍMIA  Uso de uma palavra ou frase por outra com a qual tem uma relação de contiguidade, como causa e efeito, o concreto pelo abstrato, o instrumento pela pessoa que o utiliza e outras construções similares.
ONOMATOPEIA  Imitação com palavras dos sons naturais: frufru, tique-taque, tilintar. A harmonia imitativa é uma figura próxima da onomatopeia e a aliteração (Ver Versificação) e por ela podem reproduzir-se certos efeitos auditivos e até emotivos pela repetição de determinados fonemas.
PARADOXO  Enunciado que parece absurdo para o sentido comum ou para as ideias preconcebidas.
PERSONIFICAÇÃO  Representação de objetos inanimados ou ideias abstratas como seres vivendes. É frequente nas fábulas.
SINÉDOQUE  Rege-se pela relação de inclusão; no caso da metonímia, a relação é de continuidade: o todo pela parte, a parte pelo todo.

Retórica, em seu sentido mais amplo, teoria e prática da eloquência, seja falada ou escrita. A retórica falada é a oratória. A retórica define as regras que regem toda composição ou discurso em prosa que se propõem influir na opinião ou no sentimento das pessoas.
RETÓRICA CLÁSSICA  O poder de eloquência que demonstram Nestor, Odisseu e Aquiles na Ilíada levou muitos gregos a considerarem Homero como o pai da oratória. Em Atenas, no ano de 510 a.C. era essencial o desenvolvimento da habilidade da oratória; assim surgiu um grupo de mestres conhecidos como sofistas, que se propuseram a ensinar aos homens a falar melhor, segundo as regras desta arte. Platão satirizou seu tratamento mais técnico e discutiu a essência da arte retórica. Aristóteles definiu a retórica como a arte da persuasão. Em Roma, grandes mestres como Cícero e Quintiliano foram influenciados pelos modelos gregos. A retórica constituiu, junto com a Gramática e a Dialética, o Trivium, isto é, as três disciplinas preliminares das sete artes liberais ministradas nas universidades da Idade Média. Apesar da sua decadência desde finais do século XVIII, autores como Victor Hugo, Baudelaire ou Valéry oferecem as normas modernas de uma nova retórica, que pesquisadores como Roland Barthes, Roman Jakobson, os  formalistas russos ou o new criticism anglo-americano, consideram um prolongamento enriquecido da antiga.

Texto literário – um romance, um conto ou uma poesia (palavra posta no papel com a preocupação da obra de arte) que recolha ou provoque uma emoção de ordem estética.

O BOLETIM ESCOLAR...

Uma garota tinha que entregar o boletim escolar dela para os seus pais e, as notas ali, não eram as notas do sonho de nenhuma mãe muito menos de nenhum pai. Ela usou a criatividade para contar essa maravilhosa notícia.
Oi papai! Oi mamãe!
É com o coração partido, mas muito feliz da vida. Que eu digo para vocês que eu sai fora com o Dudu, ele é o homem da minha vida. Ele é tudo de bom.
Estou absolutamente fascinada com as suas tatuagens, com aquele cabelo moicano, com aqueles ferros e piercings que ele coloca naquele corpinho maravilhoso. Entretanto. Tenho que lhes contar que não é só isso. O Douglas, aquele menino que vocês não gostam dele de jeito nenhum, ele está com a gente.
Portanto não se preocupem comigo. Já tenho 15 anos e sei muito bem me virar sozinha tá.
Com amor e carinho da sua querida filhinha.
Ah! Pai, mãe, isso é só uma brincadeirinha viu! Estou na casa da Mariana, só queria mostrar para vocês que há coisas bem piores na vida que estas notas que estão aí no boletim. Não se estressem Ok!. No ano que vem eu me recupero. Beijinhos!


Resposta dos pais:
Querida filhinha,
Quando a sua mãe leu a sua carinhosa cartinha, ela passou muito mal e foi parar no pronto socorro. Imediatamente você foi retirada do nosso testamento e sua parte da herança será do seu irmão. Todas as coisas do seu quarto foram doadas para o pessoal do orfanato, cancelamos o seu celular e o seu cartão de crédito. Todos os seus Cd’s do NX0, do Justin Bieber, do Restart, do Cine, do Jonas Brothers, do Fiuk e do Luan Santana nós doamos para a Karina do segundo andar, aquela mesma garota que você acha insuportável. Lembra, ela é aquela garota super legal que no ano passado roubou o Rafinha, aquele seu namorado gatinho que até hoje você não esqueçe. Pode ir arrumando um bom emprego porque dinheiro daqui de casa nem em sonho viu.
Enfim, espero que você seja muito feliz na sua nova vida.
Nota! Filha querida, claro que tudo isso não passa de uma brincadeirinha da nossa parte. A sua mãe está aqui comigo assistindo Eu a Patroa e as Crianças e tudo está bem.
Só queríamos lhe mostrar que há coisa bem piores do que passar as próximas cinco semanas sem sair de casa, sem celular, sem Internet, sem vídeo game, sem televisão e, principalmente, sem ir à casa da Camila. Tudo isso por causa dessas notas ridículas e, dessa brincadeira idiota que você fez com a gente.

Edilson Rodrigues Silva

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