Que saaaco!!!
Qual o problema de Jesus ter casado mesmo
e ou
ter tido uma penca de filhos?!...
ENEM & CIA: DIÁRIO DE REPERTÓRIOS, PESQUISAS E PRÁTICAS EM PERMANENTE ATUALIZAÇÃO
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terça-feira, 23 de junho de 2015
terça-feira, 16 de junho de 2015
REDUÇÃO...
Maria Celeste Bsp SE
NÃO DÁ PRA REDUZIR PORQUE O BRASIL NÃO É UM PAÍS JUSTO, SÉRIO E
RESPONSÁVEL, SÓ SEI QUE ALGO DEVE SER FEITO. E NÃO TEM NADA A VER COM
PASSAR A MÃO NA CABEÇA DELES.
quinta-feira, 19 de março de 2015
terça-feira, 17 de março de 2015
DE VOLTA AO COMEÇO...
Os dias de nós
dois.
Eu sempre quis
fazer uma retrospectiva a respeito dos “dias de nós dois”; afinal, pra mim,
vale muito a pena lembrar e relembrar coisas e momentos tão felizes, tão bons.
Então, aí vai. 1998: um ano que “começou” meio mal pra mim. A palavra “começar”
é mesmo a melhor delas, a mais apropriada. Eu não esperava mesmo que as coisas
pudessem tomar o rumo que tomaram. Quem diria que fosse um “começo” tão ruim
que fosse dar no que deu de tão bom! Foi mesmo uma virada.
16 de março (segunda-feira), as aulas
reiniciam. Como de costume, eu me sentia uma coisa do outro mundo quando
chegava lá na UECE; três anos e eu ainda não me sentia bem (à vontade) naquele
lugar. As primeiras semanas, óóóbvio, eram as mais difíceis. Eu nem sequer
conseguia tomar conhecimento das pessoas à minha volta – e nem fazia questão – sempre
foi e fui assim. No caso da classe, só o Sam, e porque sentava do meu lado e
era dessas pessoas que olham pra gente (como eu) sem incomodar, sem
constranger, daí só com ele era eu mesma e relaxava.
O jogo das figuras
... as coincidências me impressionaram muito. Quem diria!
Você sentado lá atrás, quase o último e eu... sem notar ainda. Foi preciso todo
aquele reboliço, as carteiras mais-ou-menos em círculo, as figuras jogadas no
chão, cada um de nós devíamos escolher três delas. No final, teríamos que
explicar o porquê das escolhas. Juntei uma pirâmide, um portal e uma paisagem
bucólica com direito a vaquinha e tudo. Foi engraçado. Você não pegou nenhuma. Na hora de se explicar, voltamos ao jardim da
infância, foi quase como se dissesse: - ah, prof! Eu não peguei nenhuma porque
aquela menina ali, pegou as minhas. Todos riram e se entreolharam. Eu, fiquei
sem jeito. E aí então abrimos os
trabalhos. Nós tínhamos exatamente as mesmas impressões sobre as mesmas coisas.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
MAIS DESESPERO E BEM MENOS ESPERANÇA.
Mensagem pela passagem dos dias de um ano que não começou, mas promete.
Pelo calendário romano, apropriado há séculos pelos cristãos e outros povos ocidentais, o dia 31 de dezembro marca o fim de um ciclo inexato de 365 dias que se convencionou chamar “ano”.
Pelo calendário romano, apropriado há séculos pelos cristãos e outros povos ocidentais, o dia 31 de dezembro marca o fim de um ciclo inexato de 365 dias que se convencionou chamar “ano”.
Seja pelo calendário romano, hebreu, chinês ou marciano, o tempo sempre passa inexoravelmente.
O tempo de nossa civilização é marcado pela rotação da Terra em torno de si mesma ou em torno do Sol. É marcado ainda pela subjetividade das esperanças humanas que fazem a cada ciclo mais uma época de promessas e intenções.
Cinicamente eu creio na imbecilidade da raça humana que seguirá o mesmo padrão, seja em 2015 ou 3500.
Farei previsões fáceis e óbvias que se concretizam no exato momento que teclo estas mal traçadas linhas. Morrerão motoristas imprudentes na estrada, inocentes também morrerão por conta desta imprudência egoísta e epidêmica.
Jovens embriagados morrerão ao volante matando outros jovens embriagados ou não. A morte é um fato consumado para esta geração que se julga invencível e que o pior só acontece com os outros.
Guerras eclodirão aqui e ali, como sempre por séculos e séculos até o final dos tempos. É o fardo da raça humana, tentar de todas as formas caminhar para o extermínio.
Crimes continuarão a acontecer, assassinatos, assaltos, tráfico de drogas. Mais jovens se drogarão e farão besteira e as mães chorarão tarde demais.
Estes mesmos crimes que são alimentados por aqueles que “recreativamente” usam drogas de todos os calibres, sejam elas “legais” ou ilegais.
Mais corruptos serão denunciados pela imprensa enquanto os corruptores de sempre navegarão em águas tranquilas. E nós, meros mortais, corruptores e corruptos em pequena escala, cinicamente nos escandalizaremos sem nos dar conta que jogamos o jogo sujo da sociedade ocidental.
Pois é... 2014 sai pela porta dos fundos, as boas almas pedem por paz, alegria e riqueza (pois o materialismo é inerente à condição humana).
Nosso planetinha azul dá suas voltinhas em torno do sol, alheio aos nossos desejos. Ele já existia antes e continuará a existir depois que nos formos.
Eu só posso desejar, uma vez que meu cinismo não me impede de ter esperança, que você que bebe, não dirija. Que você que usa drogas, saiba que são as drogas que te usam, que você que é brigão, seja menos imbecil antes que um imbecil mais forte ou armado apareça pela sua frente.
Desejo ainda que a ética sirva para todos, que antiético não é só aceitar suborno, mas também colar na prova ou roubar no troco, ou trocar etiquetas de preço, ou mentir por qualquer motivo, ou trair o (a) namorado (a) ou esposo (a), ou dar uma “cervejinha” pro guarda, ou..., ou... tudo aquilo que normalmente se faz como e só é condenável se alguém nos flagra.
Desejo do fundo de meu coração amargo como fel, que ninguém julgue sem antes julgar seus próprios atos, desejo que os homens sejam menos fúteis e as mulheres menos vulgares, que os cristãos usem a palavra de Cristo olhando para o espelho antes de olharem para a vida alheia.
Desejo que os políticos não roubem o futuro de nossas crianças com a anuência bovina de eleitores que só se indignam de tempos em tempos e esquecem tudo nas próximas eleições. Os políticos são nossos empregados e nós somos péssimos patrões.
Desejo que nossos impostos tenham um bom destino e que os sonegadores sejam menos hipócritas e parem de condenar os atos alheios, uma vez que justificam sua incapacidade de contribuir com a sociedade pelos altos valores dos impostos sonegados. Estes mesmos, que ainda que tivéssemos um sistema tributário justo, ainda assim sonegariam.
Enfim, como bom macaco, desejo que olhemos para o nosso próprio rabo, antes de olharmos para o rabo alheio.
(Mauro Gouvêa)
O tempo de nossa civilização é marcado pela rotação da Terra em torno de si mesma ou em torno do Sol. É marcado ainda pela subjetividade das esperanças humanas que fazem a cada ciclo mais uma época de promessas e intenções.
Cinicamente eu creio na imbecilidade da raça humana que seguirá o mesmo padrão, seja em 2015 ou 3500.
Farei previsões fáceis e óbvias que se concretizam no exato momento que teclo estas mal traçadas linhas. Morrerão motoristas imprudentes na estrada, inocentes também morrerão por conta desta imprudência egoísta e epidêmica.
Jovens embriagados morrerão ao volante matando outros jovens embriagados ou não. A morte é um fato consumado para esta geração que se julga invencível e que o pior só acontece com os outros.
Guerras eclodirão aqui e ali, como sempre por séculos e séculos até o final dos tempos. É o fardo da raça humana, tentar de todas as formas caminhar para o extermínio.
Crimes continuarão a acontecer, assassinatos, assaltos, tráfico de drogas. Mais jovens se drogarão e farão besteira e as mães chorarão tarde demais.
Estes mesmos crimes que são alimentados por aqueles que “recreativamente” usam drogas de todos os calibres, sejam elas “legais” ou ilegais.
Mais corruptos serão denunciados pela imprensa enquanto os corruptores de sempre navegarão em águas tranquilas. E nós, meros mortais, corruptores e corruptos em pequena escala, cinicamente nos escandalizaremos sem nos dar conta que jogamos o jogo sujo da sociedade ocidental.
Pois é... 2014 sai pela porta dos fundos, as boas almas pedem por paz, alegria e riqueza (pois o materialismo é inerente à condição humana).
Nosso planetinha azul dá suas voltinhas em torno do sol, alheio aos nossos desejos. Ele já existia antes e continuará a existir depois que nos formos.
Eu só posso desejar, uma vez que meu cinismo não me impede de ter esperança, que você que bebe, não dirija. Que você que usa drogas, saiba que são as drogas que te usam, que você que é brigão, seja menos imbecil antes que um imbecil mais forte ou armado apareça pela sua frente.
Desejo ainda que a ética sirva para todos, que antiético não é só aceitar suborno, mas também colar na prova ou roubar no troco, ou trocar etiquetas de preço, ou mentir por qualquer motivo, ou trair o (a) namorado (a) ou esposo (a), ou dar uma “cervejinha” pro guarda, ou..., ou... tudo aquilo que normalmente se faz como e só é condenável se alguém nos flagra.
Desejo do fundo de meu coração amargo como fel, que ninguém julgue sem antes julgar seus próprios atos, desejo que os homens sejam menos fúteis e as mulheres menos vulgares, que os cristãos usem a palavra de Cristo olhando para o espelho antes de olharem para a vida alheia.
Desejo que os políticos não roubem o futuro de nossas crianças com a anuência bovina de eleitores que só se indignam de tempos em tempos e esquecem tudo nas próximas eleições. Os políticos são nossos empregados e nós somos péssimos patrões.
Desejo que nossos impostos tenham um bom destino e que os sonegadores sejam menos hipócritas e parem de condenar os atos alheios, uma vez que justificam sua incapacidade de contribuir com a sociedade pelos altos valores dos impostos sonegados. Estes mesmos, que ainda que tivéssemos um sistema tributário justo, ainda assim sonegariam.
Enfim, como bom macaco, desejo que olhemos para o nosso próprio rabo, antes de olharmos para o rabo alheio.
(Mauro Gouvêa)
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
ALUNO PROCESSA PROFESSOR POR LHE HAVER TOMADO CELULAR EM SALA DE AULA. LEIAM O QUE AFIRMOU O JUIZ.
EITA MÃE FDP... EITA JUIZ PORRETA.
ALUNO PROCESSA PROFESSOR POR LHE HAVER TOMADO CELULAR EM SALA DE AULA.
LEIAM O QUE AFIRMOU O JUIZ.
Em 30/11/2014
O juiz Eliezer Siqueira de Sousa Junior, da 1ª Vara Cível e Criminal de Tobias Barreto, no interior do Sergipe, julgou improcedente um pedido de indenização que um aluno pleiteava contra o professor Odilon Oliveira Neto, 43 anos, que tomou seu celular em sala de aula.
De acordo com os autos, o educador tomou o celular do aluno, pois este estava ouvindo música com os fones de ouvido durante a aula.
O estudante foi representado por sua mãe, que pleiteou reparação por danos morais diante do "sentimento de impotência, revolta, além de um enorme desgaste físico e emocional".
Na negativa, o juiz afirmou que "O PROFESSOR É O INDIVÍDUO VOCACIONADO A TIRAR OUTRO INDIVÍDUO DAS TREVAS DA IGNORÂNCIA, DA ESCURIDÃO, PARA AS LUZES DO CONHECIMENTO, DIGNIFICANDO-O COMO PESSOA QUE PENSA E EXISTE”. O magistrado se solidarizou com o professor e disse que "ENSINAR ERA UM SACERDÓCIO E UMA RECOMPENSA. HOJE, PARECE UM CARMA". Eliezer Siqueira ainda considerou que o aluno descumpriu uma norma do Conselho Municipal de Educação, que impede a utilização de celular durante o horário de aula, além de desobedecer, reiteradamente, o comando do professor.
Ainda considerou que não houve abalo moral, já que o estudante não utiliza o celular para trabalhar, estudar ou qualquer outra atividade edificante.
E declarou:
"JULGAR PROCEDENTE ESTA DEMANDA, É DESFERIR UMA BOFETADA NA RESERVA MORAL E EDUCACIONAL DESTE PAÍS, PRIVILEGIANDO A ALIENAÇÃO E A CONTRA EDUCAÇÃO, AS NOVELAS, OS REALITYS SHOWS, A OSTENTAÇÃO, O ‘BULLYING INTELECTIVO', O ÓCIO IMPRODUTIVO, ENFIM, TODA A MASSA INTELECTIVAMENTE IMPRODUTIVA QUE VEM ASSOLANDO OS LARES DO PAÍS, FAZENDO ÀS VEZES DE EDUCADORES, ENSINANDO FALSOS VALORES E IMPLODINDO A EDUCAÇÃO BRASILEIRA”.
Por fim, o juiz ainda faz uma homenagem ao professor.
"NO PAÍS QUE VIROU AS COSTAS PARA A EDUCAÇÃO E QUE FAZ APOLOGIA AO HEDONISMO INCONSEQUENTE, ATRAVÉS DE TANTOS EXPEDIENTES ALIENANTES, REVERENCIO O VERDADEIRO HERÓI NACIONAL, QUE ENFRENTA TODAS AS INTEMPÉRIES PARA EXERCER SEU ‘MÚNUS’ COM ALTIVEZ DE CARÁTER E SENSO SACERDOTAL: O PROFESSOR."
ALUNO PROCESSA PROFESSOR POR LHE HAVER TOMADO CELULAR EM SALA DE AULA.
LEIAM O QUE AFIRMOU O JUIZ.
Em 30/11/2014
O juiz Eliezer Siqueira de Sousa Junior, da 1ª Vara Cível e Criminal de Tobias Barreto, no interior do Sergipe, julgou improcedente um pedido de indenização que um aluno pleiteava contra o professor Odilon Oliveira Neto, 43 anos, que tomou seu celular em sala de aula.
De acordo com os autos, o educador tomou o celular do aluno, pois este estava ouvindo música com os fones de ouvido durante a aula.
O estudante foi representado por sua mãe, que pleiteou reparação por danos morais diante do "sentimento de impotência, revolta, além de um enorme desgaste físico e emocional".
Na negativa, o juiz afirmou que "O PROFESSOR É O INDIVÍDUO VOCACIONADO A TIRAR OUTRO INDIVÍDUO DAS TREVAS DA IGNORÂNCIA, DA ESCURIDÃO, PARA AS LUZES DO CONHECIMENTO, DIGNIFICANDO-O COMO PESSOA QUE PENSA E EXISTE”. O magistrado se solidarizou com o professor e disse que "ENSINAR ERA UM SACERDÓCIO E UMA RECOMPENSA. HOJE, PARECE UM CARMA". Eliezer Siqueira ainda considerou que o aluno descumpriu uma norma do Conselho Municipal de Educação, que impede a utilização de celular durante o horário de aula, além de desobedecer, reiteradamente, o comando do professor.
Ainda considerou que não houve abalo moral, já que o estudante não utiliza o celular para trabalhar, estudar ou qualquer outra atividade edificante.
E declarou:
"JULGAR PROCEDENTE ESTA DEMANDA, É DESFERIR UMA BOFETADA NA RESERVA MORAL E EDUCACIONAL DESTE PAÍS, PRIVILEGIANDO A ALIENAÇÃO E A CONTRA EDUCAÇÃO, AS NOVELAS, OS REALITYS SHOWS, A OSTENTAÇÃO, O ‘BULLYING INTELECTIVO', O ÓCIO IMPRODUTIVO, ENFIM, TODA A MASSA INTELECTIVAMENTE IMPRODUTIVA QUE VEM ASSOLANDO OS LARES DO PAÍS, FAZENDO ÀS VEZES DE EDUCADORES, ENSINANDO FALSOS VALORES E IMPLODINDO A EDUCAÇÃO BRASILEIRA”.
Por fim, o juiz ainda faz uma homenagem ao professor.
"NO PAÍS QUE VIROU AS COSTAS PARA A EDUCAÇÃO E QUE FAZ APOLOGIA AO HEDONISMO INCONSEQUENTE, ATRAVÉS DE TANTOS EXPEDIENTES ALIENANTES, REVERENCIO O VERDADEIRO HERÓI NACIONAL, QUE ENFRENTA TODAS AS INTEMPÉRIES PARA EXERCER SEU ‘MÚNUS’ COM ALTIVEZ DE CARÁTER E SENSO SACERDOTAL: O PROFESSOR."
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
SERTÃO: UM UNIVERSO PARALELO NA LITERATURA REGIONALISTA MODERNA BRASILEIRA Maria Celeste Braga Sales Pinheiro
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
CENTRO DE HUMANIDADES
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS
MESTRADO EM LITERATURA BRASILEIRA
PROJETO DE PESQUISA
SERTÃO: UM UNIVERSO PARALELO NA LITERATURA
REGIONALISTA MODERNA BRASILEIRA
Maria Celeste
Braga Sales Pinheiro
Fortaleza - CE
Novembro – 2008
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
CENTRO DE HUMANIDADES
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS
MESTRADO EM LITERATURA BRASILEIRA
PROJETO DE PESQUISA
SERTÃO: UM UNIVERSO PARALELO NA LITERATURA
REGIONALISTA MODERNA BRASILEIRA
Maria Celeste Braga
Sales Pinheiro
Projeto
de Pesquisa apresentado como pré-requisito para avaliação da primeira fase do
Curso de Pós-Graduação em Letras: Mestrado em Literatura Brasileira.
Fortaleza - CE
Novembro – 2008
1. APRESENTAÇÃO DO PROBLEMA E
HIPÓTESES DE TRABALHO
Enquanto o rádio, na década de 1930,
aproximava as extremidades brasileiras, a prosa ficcional nos punha em contato
com um Brasil, até então, bem pouco conhecido, por meio das obras de autores
como José Américo de Almeida, Rachel de Queiroz, Graciliano Ramos, José Lins do
Rego, Jorge Amado e Érico Veríssimo dentre outros apresentando a diversidade
regional e cultural do nosso país. Em contrapartida nos apresenta também a
problemática semelhante em quase todas as regiões: a miséria, a ignorância, a
opressão nas relações de trabalho e as forças da natureza sobre o homem
desprotegido.
José
Américo de Almeida, Rachel de Queiroz, Graciliano Ramos, José Lins do Rego,
Jorge Amado como conhecedores da vivência humana nordestina fazem uma ficção de
clara denúncia social e engajamento político sobre um universo paralelo
denominado sertão, com características tão particulares, tão diversas e
estranhas, que se divide em mundos tão bem retratados na literatura.
A proposta inicial deste trabalho é
apresentar as diferentes interpretações de sertão abordadas pelos autores da
literatura regionalista moderna baseadas na teoria do sertão como um universo
paralelo que se divide em mundos: o mundo do sertão miserável das secas, o
mundo do sertão da exploração do homem pelo homem, o mundo do sertão da luta
pela sobrevivência, o mundo do sertão do fanatismo religioso, o mundo do sertão
da violência e até mesmo o mundo do sertão bucólico e idílico.
Por fim, este trabalho tem como
pretensão abordar o tema SERTÃO: UM UNIVERSO PARALELO NA LITERATURA
REGIONALISTA MODERNA BRASILEIRA.
2. JUSTIFICATIVA DA ESCOLHA
(MOTIVO, RELEVÂNCIA E VIABILIDADE)
A escolha do tema decorre de uma
empatia pessoal com assuntos referentes ao estilo de vida sertanejo que tenho
como vivência experimentada na infância. A experiência de vida gera uma carga
afetiva, a carga afetiva pode gerar interesse de vínculo e o vínculo estimula a
necessidade de propagação da experiência. Tal idéia parece ser compartilhada
pelos escritores regionalistas modernos que, engajados, usam de seu poder
letrado para tornar público, para denunciar as diversas realidades de um
universo, paralelo, chamado sertão.
Tomando como ponto de partida
estudos e pesquisas bibliográficas histórico-literárias das obras de José
Américo de Almeida, Rachel de Queiroz, Graciliano Ramos, José Lins do Rego e
Jorge Amado nos romances da Literatura Regionalista Moderna Brasileira,
pretendo abordar o tema do sertão, não só como cenário, mas também, como
elemento determinantemente influente sobre a vida do sertanejo na composição de
diferentes mundos e ou experiências baseado na teoria da visão do sertão como
um universo desconhecido, um universo paralelo que precisava ser desvendado
mundo por mundo.
Existem vários mundos no universo do
sertão: o mundo do sertão miserável das secas, o mundo do sertão da exploração
do homem pelo homem, o mundo do sertão da luta pela sobrevivência, o mundo do
sertão do fanatismo religioso, o mundo do sertão da violência e até mesmo o
mundo do sertão bucólico e idílico.
Esta pesquisa visa acrescer e enriquecer
a literatura acadêmica com novos registros e alimentar novos questionamentos e
novos “olhares” acerca do tema proposto.
A realização da pretensa pesquisa
conta com documentação vasta e satisfatória para tanto.
3. OBJETIVOS GERAIS E ESPECÍFICOS
Fazer uma análise crítica das obras
regionalistas modernas dos autores supracitados no que diz respeito à vivência
e influência do meio ambiente sertanejo no fazer literário registrando as
interpretações históricas e particulares sobre o universo do sertão.
v Fazer
leituras de investigação profunda das obras literárias regionalistas modernas brasileiras
v Analisar
qualificativamente o sertão particular de cada autor e respectivas obras no que
diz respeito ao tema e sub-temas
v Historiar
a produção literária regionalista moderna em questão
v Fomentar
discussões interdisciplinares tendo em foco a literatura regionalista
v Pesquisar
a produção literária regionalista moderna em questão
v Registrar
as interpretações particulares de cada autor sobre sertão
4. METODOLOGIA
Os dados serão organizados de acordo
com as etapas a serem descritas pela pesquisa e analisados à luz do referencial
teórico adequado ao tema e de acordo com os parâmetros que a norteiam. Pretendemos,
com esses procedimentos, alcançar o êxito necessário ao cumprimento das
exigências para a defesa final de uma dissertação. Posto então, algumas etapas
a serem cumpridas:
v Revisão
bibliográfica
v Pesquisa
histórica
v Seminários
de orientação
v Analise
e interpretação de textos elencados na pesquisa bibliográfica
v Coleta
de dados e pesquisa por amostragem
v Revisão
do projeto inicial
5. PLANO DE TRABALHO E CRONOGRAMA
|
1º Semestre
|
Relatório de
atividades
|
Disciplinas
obrigatórias e optativas
|
Revisão bibliográfica
e reformulação de projeto de pesquisa
|
Seminário de
orientação
|
|
2º Semestre
|
Relatório de
atividades
|
Disciplinas
obrigatórias e optativas
|
Análise crítica dos
textos elencados na pesquisa
|
Seminário de
orientação
|
|
3° Semestre
|
Relatório de atividades
|
Exame de Qualificação
|
1º Capítulo da
dissertação e sumário comentado com subitens
|
Seminário de
orientação
|
|
4º Semestre
|
Relatório de
atividades
|
Redação final e
defesa da Dissertação
|
Revisão do texto
final da dissertação
|
Seminário de
orientação
|
BIBLIOGRAFIA GERAL E ESPECÍFICA
SOBRE O ASSUNTO
BARBOSA,
Ivone Cordeiro. Sertão: Um lugar-incomum
- o sertão do Ceará na literatura do século XIX. Rio de Janeiro: Relume
Dumará/ Fortaleza, SECULT, 2000.
BRANCO,
Samuel Murgel. A paisagem e o homem
sertanejo. 4ª ed. São Paulo, Moderna, 1994.
LANDIN,
Teoberto. Seca a estação do inferno. 2ª
ed. Fortaleza, Editora UFC, 2005.
TELES,
Gilberto Mendonça. Vanguarda Européia e
Modernismo Brasileiro. Petrópolis: Vozes, 1972.
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