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quinta-feira, 15 de maio de 2014

Madrugada’s


Havia um turbilhão de sentimentos em mim.
Um desejo ardente, frenético, que incendiava todo o meu ser
Alí, eu sabia defrontar-me com ele
E caminhar soberana por entre o fogo dos infernos
Era assim desde aquele dia
Acordava sobressaltada no meio da noite. Febril mesmo
Como se um vulcão a qualquer momento explodisse dentro dela
Atravessava o corredor: sôfrega
Tomava ar e água, como se apagasse o fogo – tomava banho
Mas o fogo é o fascínio das deusas/dos deuses
Voltava pelo corredor
Entrava no quarto e olhava o/seu mundo.
-          ele dormia o sono dos anjos
enquanto me reportava ao início das eras
-          enfado... sono...inércia
Viajava pelo mundo/por um mundo de extintos/instintos tão primitivos e biológicos!
Ou tudo aquilo era química dos corpos!
O odor natural é homogêneo
E seus braços ansiavam ardentes
E seu corpo palpitava ofegante
E seu corpo incendiava
-          o dia amanhecia
(...)

# (“Os Retirantes”)


Toda vez que eu olho para esta figura e vejo “Os Retirantes” , do pintor Cândido Portinari, lembro do meu avô, de minha avó... de todo mundo... até de mim mesmo.
(...)
         Sabe?!... Quando escuto histórias antigas sobre a seca lá no campo em noites de debulha, logo “adormeço”.
         – NÃO .Na verdade, quero dizer que divago imaginando. Aguço meus ouvidos mais acordada do que nunca.
(...)

         Acredite, que eu esperava as noites com alegria do encontro com os meus antepassados que não pude conhecer. É que suas histórias eram/são tão vivas e tão bem narradas pelos “camponeses” que eu não saberia se ao conhecê-los teria a mesma admiração e respeito. Eu digo que os conheço, pelos outros que os conheceram.

       

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Mensagem de Professor para Aluno



"O professor disserta sobre ponto difícil do programa.
Um aluno dorme,
Cansado das canseiras desta vida.
O professor vai sacudí-lo?
Vai repreendê-lo?
Não.
O rofessor baixa a voz,
Com medo de acordá-lo."
Carlos Drummond de Andrade
O sucesso é um professor perverso. Ele seduz as pessoas inteligentes e as faz pensar que jamais vão cair.
Bill Gates
A vida é uma grande universidade, mas pouco ensina a quem não sabe ser um aluno...
Augusto Cury
O professor não ensina, mas arranja modos de a própria criança descobrir. Cria situações-problemas
Jean Piaget
Um professor é a personificada consciência do aluno; confirma-o nas suas dúvidas; explica-lhes o motivo de sua insatisfação e lhe estimula a vontade de melhorar.
Thomas Mann
Um bom mestre tem sempre esta preocupação: ensinar o aluno a desenvencilhar-se sozinho.
André Gide
No Curso de Medicina, o professor se dirige ao aluno e pergunta:
-Quantos rins nós temos?
-Quatro! - Responde o aluno.
-Quatro? - Replica o professor, arrogante, daqueles que sentem prazer em tripudiar sobre os erros dos alunos.
-Traga um feixe de capim, pois temos um asno na sala. - ordena o professor a seu auxiliar.
-E para mim um cafezinho! - Replicou o aluno ao auxiliar do mestre.
O professor ficou irado e expulsou o aluno da sala.
O aluno era, entretanto, o humorista Aparício Torelly Aporelly (1895-1971), mais conhecido como o 'Barão de Itararé'.
Ao sair da sala, o aluno ainda teve a audácia de corrigir o furioso mestre:-
O senhor me perguntou quantos rins 'nós temos'. 'Nós' temos quatro: dois meus e dois seus. 'Nós' é uma expressão usada para o plural.
Tenha um bom apetite e delicie-se com o capim
A vida exige muito mais compreensão do que conhecimento!
Lorena
Para ensinarmos um aluno a inventar
precisamos mostrar-lhe que ele já possui
a capacidade de descobrir
Gaston Bachelard
 
Se não fosse imperador, desejaria ser professor. Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro.
D. Pedro II

MENSAGEM TELEFÔNICA CRIATIVA DE UMA ESCOLA




 
Esta é a mensagem que os professores de uma escola decidiram
gravar na secretária eletrônica. 
A escola cobra responsabilidade dos alunos e dos pais perante as faltas e trabalhos de casa 
e, por isso, ela e os professores estão sendo processados por pais que querem que seus filhos sejam aprovados, mesmo com muitas faltas e sem fazer os trabalhos escolares. 
 
Eis a mensagem gravada:  

- Olá! Para que possamos ajudá-lo, por favor, ouça todas as opções:
 
- Para mentir sobre o motivo das faltas do seu filho - tecle 1.
 
- Para dar uma desculpa por seu filho não ter feito o trabalho de casa - tecle 2.
 
- Para se queixar sobre o que nós fazemos - tecle 3.
 
- Para insultar os professores - tecle 4.
 
- Para saber por que não foi informado sobre o que consta no boletim do seu filho, ou em diversos documentos que lhe enviamos - tecle 5.
 
- Se quiser que criemos o seu filho - tecle 6.
 
- Se quiser agarrar, esbofetear ou agredir alguém - tecle 7.
 
- Para pedir um professor novo pela terceira vez este ano - tecle 8.
 
- Para se queixar do transporte escolar - tecle 9.
 
- Para se queixar da alimentação fornecida pela escola - tecle 0.
 
- Mas se você já compreendeu que este é um mundo real, e que seu filho deve ser responsabilizado pelo próprio comportamento, pelo seu trabalho na aula, pelas tarefas de casa, e que a culpa da falta de esforço do seu filho não é culpa do professor, desligue e tenha um bom dia!

 REPASSE PRA UM AMIGO PROFESSOR OU CONTATO DE SUA LISTA. 
PODE SER QUE MAIS ALGUÉM QUEIRA FAZER A MESMA COISA QUE ESTA ESCOLA FEZ.
A que ponto nós chegamos com a EDUCAÇÃO DO PAÍS.

ISSO É PARA OS PAIS DE ALUNO.

OS SENHORES "CONHECEM" SEUS FILHOS EM CASA.

NA ESCOLA... SÓ OS PROFESSORES OS CONHECEM DE VERDADE: SÃO OUTRAS PESSOAS.
 

O SANTO EM CASA PODE SER UM VERDADEIRO DEMÔNIO
(OU PELO MENOS O SECRETÁRIO DELE). 
E QUEM VOCÊ JULGA O PRÓPRIO DEMO... 
NÃO O SÊ-LO NA VERDADE.

DE PROFESSOR PARA ALUNO

Tínhamos uma aula de... na escola (...) logo após "um feriado". Como a maioria dos alunos havia viajado aproveitando o feriado prolongado, todos estavam ansiosos para contar as novidades aos colegas e a excitação era geral. Um velho professor entrou na sala e imediatamente percebeu que iria ter trabalho para conseguir silêncio. Com grande dose de paciência tentou começar a aula, mas você acha que a turma correspondeu? Que nada. Com um certo constrangimento, o professor tornou a pedir silêncio educadamente. Não adiantou, ignoramos a solicitação e continuamos firmes na conversa. Foi aí que o velho professor perdeu a paciência e deu a maior bronca que eu já presenciei. Veja o que ele disse.
- "Prestem atenção porque eu vou falar isso uma única vez", disse, levantando a voz e um silêncio carregado de culpa se instalou em toda a sala e o professor continuou.
- "Desde que comecei a lecionar, isso já faz muitos anos, descobri que nós professores, trabalhamos apenas 5% dos alunos de uma turma. Em todos esses anos observei que de cada cem alunos, apenas cinco são realmente aqueles que fazem alguma diferença no futuro; apenas cinco se tornam profissionais brilhantes e contribuem de forma significativa para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Os outros 95% servem apenas para fazer volume; são medíocres e passam pela vida sem deixar nada de útil. O interessante é que esta porcentagem vale para todo o mundo. Se vocês prestarem atenção notarão que de cem professores, apenas cinco são aqueles que fazem a diferença; de cem garçons, apenas cinco são excelentes; de cem motoristas de táxi, apenas cinco são verdadeiros profissionais; e podemos generalizar ainda mais: de cem pessoas, apenas cinco são verdadeiramente especiais. É uma pena muito grande não termos como separar estes 5% do resto, pois se isso fosse possível, eu deixaria apenas os alunos especiais nesta sala e colocaria os demais para fora, então teria o silêncio necessário para dar uma boa aula e dormiria tranqüilo sabendo ter investido nos melhores. Mas, infelizmente não há como saber quais de vocês são estes alunos. Só o tempo é capaz de mostrar isso. Portanto, terei de me conformar e tentar dar uma aula para os alunos especiais, apesar da confusão que estará sendo feita pelo resto. Claro que cada um de vocês sempre pode escolher a qual grupo pertencerá. Obrigado pela atenção e vamos à aula de hoje".
Nem preciso dizer o silêncio que ficou na sala e o nível de atenção que o professor conseguiu após aquele discurso. Aliás, a bronca tocou fundo em todos nós, pois minha turma teve um comportamento exemplar em todas as aulas de... durante todo o semestre; afinal quem gostaria de espontaneamente ser classificado como fazendo parte do resto?
Hoje não me lembro muita coisa das aulas de..., mas a bronca do professor eu nunca mais esqueci. Para mim, aquele professor foi um dos 5% que fizeram a diferença em minha vida. De fato, percebi que ele tinha razão e, desde então, tenho feito de tudo para ficar sempre no grupo dos 5%, mas, como ele disse, não há como saber se estamos indo bem ou não; só o tempo dirá a que grupo pertencemos. Contudo, uma coisa é certa: se não tentarmos ser especiais em tudo que fazemos, se não tentarmos fazer tudo o melhor possível, seguramente sobraremos na turma do resto.

A arrogância segundo os medíocres


“Adorei o seu sapato”, disse uma amiga para mim certa vez.
“Legal, né? Eu comprei em uma feira de artesanato na Colômbia, achei super legal também”, eu respondi, de fato empolgada porque eu também adorava o sapato. Foi o suficiente para causar reticências  quase visíveis nela e no namorado e, se não fosse chato demais, eles teriam dado uma risadinha e rolariam os olhos um para o outro, como quem diz “que metida”. Mas para meia-entendedora que sou, o “ah…” que ela respondeu bastou.
Incrível é que posso afirmar com toda convicção que, se tivesse comprado aquele sapato em um camelô da 25 de março, eu responderia com a mesma empolgação “Legal, né? Achei lá na 25!”. Só que aí sim eu teria uma reação positiva, porque comprar na 25 “pode”.
Experiências como essa fazem com que eu mantenha minhas viagens em 13 países, minha fluência em francês e meus conhecimentos sobre temas do meu interesse (linguística, mitologia, gastronomia etc) praticamente para mim mesma e, em doses homeopáticas, comente entre meu restrito círculo familiar e de amigos (aquele que a gente conta nos dedos das mãos).
Essa censura intelectual me deixa irritada. Isso porque a mediocridade faz com que muitos torçam o nariz para tudo aquilo que não conhecem, mas que socialmente é considerado algo de um nível de cultura e poder aquisitivo superior. E assim você vira um arrogante. Te repudiam pelo simples fato de você mencionar algo que tem uma tarja invisível de “coisa de gente fresca”.
Não importa que ele pague R$ 30 mil em um carro zero, enquanto você dirige um carro de mais 15 anos e viaja durante um mês a cada dois anos para o exterior gastando R$ 5 mil (dinheiro que você, que não quer um carro zero, juntou com o seu trabalho enquanto ele pagava parcelas de mil reais ao mês). Não importa que você conheça uma palavra em outra língua que expressa muito melhor o que você quer falar. Você não pode mencioná-la de jeito nenhum! Mas ele escreve errado o português, troca “c” por “ç”, “s” por “z” e tudo bem.
Não pode falar que não gosta de novela ou de Big Brother, senão você é chato. Não pode fazer referência a livro nenhum, ou falar que foi em um concerto de música clássica, ou você é esnobe. Não ouso sequer mencionar meus amigos estrangeiros, correndo o risco de apedrejamento.
Pagar R$200 em uma aula de francês não pode. Mas pagar mais em uma academia, sem problemas. Se eu como aspargos e queijo brie, sou “chique”. Mas se gasto os mesmos R$ 20 (que compra os dois ingredientes citados) em um lanche do Mc Donald’s, aí tudo bem. Se desembolso R$100 em uma roupa ou acessório que gosto muito, sou uma riquinha consumista. Mas gastar R$100 no salão de cabeleireiro do bairro pra ter alguém refazendo sua chapinha é considerado normal. Gastar de R$30 a R$50 em vinho (seco, ainda por cima) é um absurdo. Mas R$80 em um abadá, ou em cerveja ruim na balada, ou em uma festa open bar… Tranquilo!
Meu ponto é que as pessoas que mais exercem essa censura intelectual têm acesso às mesmas coisas que eu, mas escolhem outro estilo de vida. Que pode ser até mais caro do que o meu, mas que não tem a pecha de coisa de gente arrogante.
O dicionário Aulete define a palavra “arrogância” da seguinte forma:
1. Ação ou resultado de atribui a si mesmo prerrogativa(s), direito(s), qualidade(s) etc.
2. Qualidade de arrogante, de quem se pretende superior ou melhor e o manifesta em atitudes de desprezo aos outros, de empáfia, de insolência etc.
3. Atitude, comportamento prepotente de quem se considera superior em relação aos outros; INSOLÊNCIA: “…e atirou-lhe com arrogância o troco sobre o balcão.” (José de Alencar, A viuvinha))
4. Ação desrespeitosa, que revela empáfia, insolência, desrespeito: Suas arrogâncias ultrapassam todo limite.
Pois bem. Ser arrogante é, então, atribuir-se qualidades que fazem com que você se ache superior aos outros. Mas a grande questão é que em nenhum momento coloco que meus interesses por línguas estrangeiras, viagens, design, gastronomia e cultura alternativa são mais relevantes do que outros. Ou pior: que me fazem alguém melhor que os outros. São os outros que se colocam abaixo de mim por não ter os mesmos interesses, taxar esses interesses de “coisa de grã-fino” (sim, ainda usam esse termo) e achar que vivem em um universo dos “pobres legais”, ainda que tenham o mesmo salário que eu. E o pior é que vivem, mesmo: no universo da pobreza de espírito.

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