sexta-feira, 2 de maio de 2025

MAIS UM TEXTO EM PROCESSO DE EDIÇÃO

 

A COMUNIDADE DE BOM CONVÍVIO - MAIS UM TEXTO EM PROCESSO DE EDIÇÃO - P ANÁLISE CRÍTICA, CORREÇÃO E REPRODUÇÃO TEXTUAL

Uma nova comunidade se formou. A batizaram de BOM CONVIVER / BOM CONVÍVIO. No momento ela ainda não pode divulgar sua localização, afinal é uma formação nova, ainda em fase de teste. No momento ela tem 10 famílias. O que elas têm em comum? Força, fé e um grande desejo de mudança e independência – autonomia. A vida deles mudou desde que conheceram a PERMACULTURA e seus projetos com tijolos ecológicos, bambu, pneus, garrafas pet...

Em 1º de janeiro de 2019, a família de seu Expedito e dona Rita batem em retirada forçada de sua terra sob ameaça latifundiária. Como milhares iguais a eles se vêem obrigados a buscar refúgio em outro lugar, na cidade mais próxima.

Sr. Expedito: 55 anos, pai, agricultor

Dona Rita: 51 anos, mãe, empregada doméstica / dona de casa e cozinheira

Benedito: 29 anos, filho mais velho, trabalha na construção civil

Batista: 27 anos, filho do meio, gari

Francisca: 25 anos, filha mais nova, feirante

Seu Expedito e dona Rita têm 3 filhos e vivem na periferia na parte mais afastada do centro da cidade. Nas proximidades vivem mais 7 famílias.

Gente de pouca instrução, mas determinada a sobreviver – resistir.

Vieram a pé, puxando o jumentinho Januário, margeando o rio, trazendo apenas as malas de roupas, duas panelas, alguns outros utensílios de casa e o resto dos mantimentos na carrocinha – um pouco de feijão, milho e jerimum. Trouxeram também, 2 frangas e 1 galo.

Não tinham pressa de chegar onde quer que fosse.

A primeira parada foi numa casa de taipa abandonada quase prestes a cair. Os filhos cataram lenha e a mãe logo ascendeu o fogão velho e cozinhou jerimum. De bem cansados dormiram logo. Ela sabiamente guardou as sementes. Parecia prever futuro.

No dia seguinte, bem cedo, os filhos saíram em busca de algo para comer. Encontraram bananas, ainda verdes, goiabas e mangas. O filho mais velho ainda conseguiu pegar 3 peixes.

Não sabiam quantos dias ficariam por ali, mas... foram ficando. Ficaram.

Com o tempo o lugar foi se tornando mais familiar. Eles sentiram a necessidade de fazer melhorias na casa e ao seu redor. Previram as chuvas. E resolveram se preparar. As frangas que agora eram galinhas botaram os primeiros ovos. Uma delas chocou 5 ovos. Os ovos da segunda separaram para o consumo e sustento diário.

Consertaram o telhado, usando palha que encontraram no caminho. Também fizeram cestos para guardar o que coletavam: coco, frutas e sementes.

Na segunda semana resolveram plantar as sementes que eles trouxeram e começaram a preparar a terra para isso. Fizeram a poda das árvores próximas e a capina do mato para cobrir o solo e garantir fertilidade e mais umidade. A primeira chuva do ano veio e eles plantaram primeiro o milho e em seguida o feijão e o jerimum. Seria a garantia de comida e mais sementes de reserva para o replantio.

Chegou a hora de recolher as galinhas e os futuros galos. Improvisaram um galinheiro aproveitando a latada de um pé de bucha vegetal e melão de São Caetano.

A ideia era levar pra feira da cidade o excedente para a venda e ou troca. Francisca e Batista saiam de manhã cedo e só voltavam no fim da tarde. Ela, no fim da feira, catava o que sobrava ou era desperdiçado pelos feirantes. Mesmo o que era considerado imprestável ou lixo era levado para casa. Servia de alimento para os animais e de insumo para a compostagem, além do aproveitamento das sementes. Daí, agora poderiam começar a horta. Tinham tomate, pimentão, cebolinha, chuchu...

Batista aproveitava as idas para a cidade para procurar emprego. Ele conseguiu um bico na própria feira. Começou fazendo serviços de limpeza, o que facilitava na coleta do que levavam pra casa. O local da feira estava passando por uma reforma e Batista enxergou possibilidades em muitas coisas descartadas: duas caixas d’água de 500 litros e tábuas de paletes. No dia seguinte, Janu e sua carrocinha voltaram carregados.

Benedito logo teve duas idéias. Cavou na lateral da casa logo abaixo do telhado e enterrou uma das caixas. Ela iria servir para coletar a água da chuva. A segunda também foi enterrada no centro da horta e serviria de criatório para peixes. Na feira havia uma senhora que vendia tilápia viva. Criação de peixe garantida e fertilizante líquido também – adubação excelente!

Durante a reforma do mercado onde havia a feira surgiu a oportunidade de emprego para Benedito na construção civil. Suas habilidades e a facilidade para aprender coisas novas possibilitou sua ocupação por tempo ilimitado. Ele se tornou o queridinho dos engenheiros da cidade. Pau pra todas as obras. O mais genial é que ele conseguia ver alternativas com outros materiais. Uma vez chegou com duas garrafas cheias de água e subiu no telhado. Improvisou uma abertura e encaixou as garrafas. O problema da casa escura foi resolvido durante o dia. O sol batia nelas e a luz entrava pelo teto. Mas nada foi tão mais importante do que ter sido contratado por uma construtora nada convencional que tinha projetos revolucionários e sustentáveis. Ela veio com a proposta de preparar sua futura equipe com o ensino de Permacultura. Lá aprendeu vários e novos métodos bioconstrutivos. O que mais chamou a atenção de Benedito foi o uso de tijolos ecológicos e o modo como eles eram feitos. Nunca imaginou que poderiam ser feitos sem precisar passar pela queima e que o cimento poderia ser substituído por cinzas, como os antigos faziam. Quando chegou em casa, reuniu todo mundo e contou aquela novidade do dia.

Dona Rita foi a pessoa que mais se espantou com a novidade. Ela herdou da avó a arte de trabalhar com barro. Usaria com certeza a nova técnica.

No dia seguinte Benedito aprendeu a construir banheiros secos, biodigestores e o que chamam de fossa verde ou ciclo de bananeiras. Não teve dúvida. Seria mais um projeto que fariam em casa. A partir daquele dia soube que deveria levar seu irmão Batista, Janu e a carroça com ele. Todo o entulho útil das construções por onde passavam era agora um mundo de possibilidades.

 

Aqui está uma análise crítica, sugestões de correção e uma versão revisada/reescrita do texto, com foco em torná-lo mais fluido, coeso e impactante para leitura em sala de aula (ou para publicação). O objetivo foi preservar a essência da história — a resiliência, a inteligência coletiva, a força da permacultura e a transformação pela autonomia —, mas com um texto mais limpo, com ritmo narrativo forte e linguagem mais envolvente.

Análise crítica rápida

Pontos fortes:

  • História bonita e atual: retrata resistência, criatividade popular e permacultura como ferramenta de emancipação.
  • Personagens bem delineados (cada um tem papel e evolução).
  • Mostra o processo de transformação de forma orgânica e realista.
  • Tem potencial didático enorme para discutir sustentabilidade, economia solidária, direitos à terra, migração forçada.

Pontos a melhorar:

  • Algumas repetições e redundâncias (ex.: “ficaram… ficaram”).
  • Frases longas demais e parágrafos que se arrastam.
  • Linguagem às vezes muito explicativa (como se estivesse fazendo relatório) em vez de narrativa.
  • Falta de variação de ritmo: o texto é predominantemente descritivo e linear; poderia ganhar mais emoção, diálogos curtos e imagens sensoriais.
  • Final abrupto: a comunidade “BOM CONVÍVIO” é anunciada no início, mas não aparece no fim — falta fechamento.

Sugestões gerais de edição

  1. Estrutura clara: Introdução → Chegada forçada → Adaptação inicial → Descoberta da permacultura → Transformação coletiva → Fechamento com a comunidade.
  2. Ritmo: Alternar narração com momentos de fala direta (diálogos curtos) e descrições sensoriais.
  3. Linguagem: Manter o tom simples e popular, mas com frases mais curtas e imagens fortes.
  4. Fecho: Voltar à ideia da “comunidade BOM CONVÍVIO” e mostrar que o que começou com 10 famílias já é um exemplo vivo de mudança.

Versão revisada e condensada (pronta para leitura em voz alta)

Título sugerido: A Comunidade Bom Convívio – Quando a terra ensina a resistir

Em 1º de janeiro de 2019, seu Expedito, 55 anos, agricultor de mãos calejadas, pegou a família e foi embora. Não foi por vontade. A ameaça latifundiária chegou com tratores e papéis assinados. Não havia escolha.

Dona Rita, 51 anos, mãe, cozinheira, mulher de fé firme, juntou o que pôde: duas panelas, algumas roupas, um pouco de feijão, milho e jerimum. Os filhos ajudaram. Benedito, 29 anos, da construção. Batista, 27, gari. Francisca, 25, feirante. Saíram a pé, puxando Januário, o jumentinho, e a carrocinha. Margearam o rio devagar. Não tinham pressa. Não tinham destino certo.

A primeira parada foi uma casa de taipa velha, quase caindo. Dormiram exaustos no chão. Dona Rita acendeu o fogão improvisado e cozinhou jerimum. Guardou as sementes. Como se já soubesse.

No dia seguinte, os meninos saíram. Trouxeram bananas verdes, goiabas, mangas. Benedito ainda pegou três peixes no rio. As frangas viraram galinhas. Uma chocou cinco pintinhos. Eles ficaram.

Começaram a melhorar o lugar. Consertaram o telhado com palha. Fizeram cestos de cipó. Plantaram o milho, o feijão e o jerimum que tinham guardado. A primeira chuva veio na hora certa.

Francisca e Batista iam à feira da cidade. Ela trazia o que sobrava: folhas murchas, frutas amassadas, restos que os feirantes jogavam fora. Tudo virava comida para as galinhas, adubo ou semente nova. Batista conseguiu um bico limpando o mercado. Viu oportunidade no lixo: duas caixas d’água de 500 litros, tábuas de palete. Januário voltou carregado.

Benedito, que já trabalhava na construção, começou a enxergar diferente. Uma construtora nova, diferente das outras, o chamou. Ensinaram permacultura. Tijolos ecológicos feitos de terra, palha e um pouco de cal, sem queima. Banheiros secos. Biodigestores. Fossa de bananeiras. Luz natural com garrafas no telhado.

Ele chegou em casa naquela tarde com os olhos brilhando. “Gente, a gente pode fazer tudo isso aqui. Sem gastar quase nada. E viver melhor.”

Dona Rita, que herdou da avó o jeito de trabalhar com barro, sorriu. “Então vamos fazer.”

Hoje, dez famílias vivem juntas. Chamaram o lugar de Bom Convívio. Ainda é segredo onde fica. Ainda estão testando. Mas já têm horta, galinheiro, peixes na caixa d’água, luz do sol dentro de casa, fogão a lenha e fogão solar, água da chuva guardada, compostagem funcionando. E, principalmente, têm o que ninguém pode tirar: a certeza de que, juntos, com as próprias mãos e a cabeça livre, é possível começar de novo.

Seu Expedito olha para o jumentinho Januário, que hoje descansa mais, e diz baixinho:

“Quem diria que a gente ia vir parar aqui… e encontrar um jeito de viver que nem sonhávamos.”

Eles não fugiram da terra. Eles aprenderam a fazer terra nova.

(pausa. Olhar para a turma)

E se dez famílias conseguiram… imagina o que cem, mil, podem fazer?


Essa versão tem cerca de 3–4 minutos de leitura em voz alta (se lida com emoção e pausas), é mais cinematográfica e deixa uma mensagem forte de esperança e resistência.

Se quiser mais longo (com mais detalhes técnicos da permacultura), mais curto (para introduzir em aula), com diálogos extras ou com tom mais poético, me avise que ajusto.

O que achou? Quer enfatizar algum aspecto específico (a permacultura, a família, a luta pela terra)?

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