De uma costela foi gerada Sopro da vida na manhã No paraíso foi tentada Pela mordida da maçã Botou a culpa na serpente E nos cabelos uma flor E descobriu no corpo ardente Que coisa quente é o amor Será pecado se seguir o coração Como calar pra sempre a boca de um vulcão Sempre tem sonhos, quer voar Sempre tem fome, quer morder Sempre tem frio, quer brincar Brincar com a vida de esconder De uma costela foi gerada Tudo parece combinar Tem a pureza de uma fada Mas tem veneno no olhar E quem provar do seu feitiço E quem ousar beber do mel Vai penetrar no paraíso Pra nunca mais sair do céu Será pecado se seguir o coração Como calar pra sempre a boca de um vulcão Sempre tem sonhos, quer voar Sempre tem fome, quer morder Sempre tem frio, quer brincar Brincar com a vida de esconder
Após a leitura do
texto/canção acima responda às questões abaixo.
ANALISE E
CLASSIFIQUE O TEXTO DE ACORDO COM O QUE SE PEDE.
O texto acima
pode ser considerado como:
a) poesia
b) poema
c) prosa
d) prosa poética
Quem pode ser
considerado o “eu lírico” do texto?
R.
___________________________________
Em qual gênero
literário podemos enquadrá-lo?
a) lírico
b) épico/narrativo
c)dramático
Em qual tipo
textual podemos enquadrá-lo?
a) narrativo
b) descritivo
c) dissertativo
d) argumentativo
e)
injuntivo/ instrucional
Qual função
linguísticaé predominante no texto?
a) denotativa/referencial/cognitiva
b)
emotiva/expressiva
d) fática/ de
contato
e) metalinguística
f) poética
g)
apelativa/conativa
ANALISE E IDENTIFIQUE
OS ELEMENTOS DA NARRATIVA DO TEXTO ACIMA.
Quem podemos
considerar como o narrador do texto acima de acordo com o foco narrativo/ ponto
de vista.
R.
______________________________________
Qual tipo de
narrador encontramos no texto:
a) narrador
personagem/ em primeira pessoa
b) narrador
observador/ em terceira pessoa
c) narrador
onisciente
COM RELAÇÃO AOS
RECURSOS POÉTICOS EMPREGADOS NO TEXTO FAÇA O QUE SE PEDE.
Circule todas
as sílabas tônicas que aparecem em cada verso/ linha.
14. observe cada
uma das sílabas tônicas finais de cada verso/ linha e assim classifique o tipo
de rima empregado no texto.
Meu Deus, meu Deus Setembro passou Outubro e novembro Já estamos em dezembro Meu Deus, que é de nós Meu Deus, meu Deus Assim fala o pobre Do seco nordeste Com medo da peste Da fome feroz Ai, ai, ai, ai A treze do mês Ele fez experiência Perdeu sua crença Nas pedras de sal Meu Deus, meu Deus Mas noutra esperança Com gosto se agarra Pensando na barra Do alegre natal Ai, ai, ai, ai Rompeu-se o natal Porém barra não veio O sol bem vermelho Nasceu muito além Meu Deus, meu Deus Na copa da mata Buzina a cigarra Ninguém vê a barra Pois barra não tem Ai, ai, ai, ai Sem chuva na terra Descamba janeiro Depois fevereiro E o mesmo verão Meu Deus, meu Deus Então o nortista Pensando consigo Diz: "isso é castigo Não chove mais não" Ai, ai, ai, ai Apela pra março Que é o mês preferido Do santo querido Senhor são josé Meu Deus, meu Deus Mas nada de chuva Tá tudo sem jeito Lhe foge do peito O resto da fé Ai, ai, ai, ai Agora pensando Ele segue outra trilha Chamando a família Começa a dizer Meu Deus, meu Deus Eu vendo meu burro Meu jegue e o cavalo Nós vamos a são paulo Viver ou morrer Ai, ai, ai, ai Nós vamos a são paulo Que a coisa está feia Por terras alheias Nós vamos vagar Meu Deus, meu Deus Se o nosso destino Não for tão mesquinho Pro mesmo cantinho Nós torna a voltar Ai, ai, ai, ai E vende seu burro Jumento e o cavalo Até mesmo o galo Venderam também Meu Deus, meu Deus Pois logo aparece Feliz fazendeiro Por pouco dinheiro Lhe compra o que tem Ai, ai, ai, ai Em um caminhão Ele joga a família Chegou o triste dia Já vai viajar Meu Deus, meu Deus A seca terrível Que tudo devora Ai,lhe bota pra fora Da terra natal Ai, ai, ai, ai O carro já corre No topo da serra Olhando pra terra Seu berço, seu lar Meu Deus, meu Deus Aquele nortista Partido de pena De longe acena Adeus meu lugar Ai, ai, ai, ai No dia seguinte Já tudo enfadado E o carro embalado Veloz a correr Meu Deus, meu Deus Tão triste, coitado Falando saudoso Com seu filho choroso Exclama a dizer Ai, ai, ai, ai De pena e saudade Papai sei que morro Meu pobre cachorro Quem dá de comer? Meu Deus, meu Deus Já outro pergunta Mãezinha, e meu gato? Com fome, sem trato Mimi vai morrer Ai, ai, ai, ai E a linda pequena Tremendo de medo "Mamãe, meus brinquedo Meu pé de flor?" Meu Deus, meu Deus Meu pé de roseira Coitado, ele seca E minha boneca Também lá ficou Ai, ai, ai, ai E assim vão deixando Com choro e gemido Do berço querido Céu lindo e azul Meu Deus, meu Deus O pai, pesaroso Nos filhos pensando E o carro rodando Na estrada do sul Ai, ai, ai, ai Chegaram em são paulo Sem cobre quebrado E o pobre acanhado Procura um patrão Meu Deus, meu Deus Só ver cara estranha De estranha gente Tudo é diferente Do caro torrão Ai, ai, ai, ai Trabalha dois ano Três ano e mais ano E sempre nos planos De um dia voltar Meu Deus, meu Deus Mas nunca ele pode Só vive devendo E assim vai sofrendo É sofrer sem parar Ai, ai, ai, ai Se alguma notícia Das banda do norte Tem ele por sorte O gosto de ouvir Meu Deus, meu Deus Lhe bate no peito Saudade de mói E as água nos olhos Começa a cair Ai, ai, ai, ai Do mundo afastado Ali vive preso Sofrendo desprezo Devendo ao patrão Meu Deus, meu Deus O tempo rolando Vai dia e vem dia E aquela família Não volta mais não Ai, ai, ai, ai Distante da terra Tão seca mas boa Exposto à garoa A lama e o baú Meu Deus, meu Deus Faz pena o nortista Tão forte, tão bravo Viver como escravo No norte e no sul Ai, ai, ai, ai
'Cuspido e escarrado' - quando alguém quer
dizer que é muito parecido com outra pessoa.
O correto é:'Esculpido em Carrara.' (Carrara é um tipo de mármore)
Mais um famoso... 'Quem não tem cão, caça com gato.'
O correto é: 'Quem não tem cão, caça como gato... ou seja, sozinho!'
DITOS POPULARES
Nossa Língua
Portuguesa
Prof. Pasquale Cipro Neto
No popular se diz: 'Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho
carpinteiro'
Correto: 'Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho
no corpo inteiro'
EU NÃO
SABIA. E VOCÊ?
Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão.'
Enquanto o correto é: ' Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão.'
'Cor de burro quando foge.'
O correto é:
'Corro de burro quando foge!'
Outro que no popular todo mundo erra: 'Quem tem boca vai a Roma.' O correto é:
'Quem tem boca vaia Roma.' (isso mesmo, do verbo vaiar).
Outro que todo mundo diz errado,
Os homens trocam as famílias As filhas, filhas de suas filhas E tudo aquilo que não podem entender Os homens criam os seus filhos Verdadeiros ou adotivos Criam coisas que não deviam conceber
O passado está escrito Nas colunas de um edifício Ou na geleira Onde um mamute foi morrer O tempo engana aqueles que pensam Que sabem demais que juram que pensam Existem também aqueles que juram Sem saber
O tempo passa e nem tudo fica A obra inteira de uma vida O que se move e O que nunca vai se mover Se mover